Conheci Doyle Bramhall II (pronuncia-se "the second"), um herdeiro direto da tradição blues-rock norte-americana, através do DVD que adquiri há algum tempo do Crossroads Festival, evento beneficente organizado por Eric Clapton que reuni diversos guitarristas e músicos. Bramhall II entra com força e pegada já no início do primeiro disco, logo após a apresentação sensacional de John McLaughlin, guitarrista virtuoso de jazz e fusion do grupo Mahavishnu Orchestra. O som de Bramhall me impressinou bastante, repleto de vitalidade moderna, respeitando as raízes do blues e do rock clássico, ele vai fundo na busca por timbres e distorções através de uma sensacional coleção de guitarras. Observando no You Tube reparei que o cara toca Stratocaster, Telecaster, Les paul, Gibson Firebird, Flying V, SG, Dobro, modelos semiacústicas, guitarra modelo Hanh 1229 e também uma certa variedade de violões. O guitarrista também explora bem o slide, fruto de suas referências do blues acústico e do blues-rock. O músico também possui uma pegada soul funk com um punch admirável, caminhando por terrenos da herança do blues em sua veia, injetando um moderno e sensível toque pessoal de fazer jus aos arquitetos da música estadunidense. Bramhall é um herdeiro direto de um legado blues, soul e rock que vai desde Son House, Lightnin' Hopkins, Hendrix, Freddie King, Stevie Ray Vaughan a Johnny Winter, Donny Hathaway e Sly Stone. Doyle Bramhall II nasceu em 1968, em Dallas (Texas) e começou a tocar guitarra aos 13 anos, é filho de Doyle Bramhall baterista que acompanhou Stevie Ray Vaughan e também seu irmão Jimmie Vaughan, Bramhall II cresceu ao som dos Vaughan tendo aos 16 anos acompanhado a banda de Jimmie Vaughan, The Fabulous Thunderbirds como segundo guitarrista. Montou a banda Arc Angels e em 1992 sai seu disco de estréia chamado simplesmente Arc Angels, uma pedrada sonora com peso e sentimento. A banda fez respectivo sucesso, mas em 1994, encerrou suas atividades se reunindo apenas esporadicamente para tocar. Seu primeiro cd solo foi lançado em 1996 e foi intitulado com seu próprio nome. O disco "Doyle Bramhall II" é uma sensacional aula de blues moderno, um som chapante repleto de boas composições e novas ideias. Em 1999, Bramhall lança Jellycream, um álbum incrível que é perceptível o seu desenvolvimento como compositor, inclusive tendo duas músicas desse álbum gravadas no disco "Riding with the King" de B.B. King junto com Eric Clapton, "I wanna be" e "Marry you". O guitarrista já acompanhou o próprio Clapton em turnê e tocou no disco "Reptile" do músico inglês. Em 2001, veio com outro grande disco "Welcome", que foi bastante elogiado. Bramhall II acompanhou Roger Waters na turnê In the Flesh e tocou também com Sheryl Crow. Colaborou em discos de Susan Tedeschi, Erikah Badu, Meshell Ndegeocello, Boyd Tinsley (Dave Mathews Band) e na banda do pai que acompanhava Steve Ray Vaughan, Double Trouble. O músico texano também é produtor tendo trabalhado em álbuns da cantora Sheryl Crow e de Eric Clapton. Em 2009, lançou um cd e dvd ao vivo com o Arc Angels intitulado "Living in a dream" realizando uma série de shows pelos Estados Unidos e Europa. Salve Doyle Bramhall "The Second" um verdadeiro buscador de timbres e ideias pela renovação do blues e da música contemporânea. Abaixo o link de seu segundo disco solo, Jellycream:Jellycream:
O link abaixo é de um blog totalmente em português, contendo muitas informações de Bramhall II:
http://www.doylebramhall2.blogger.com.br/
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Ouvindo: Doyle Bramhall - Day come down













É sempre bom ressaltar a importância de Bud Powell na modernização do jazz, sendo ele um dos principais protagonistas ao lado de Charlie Parker, Thelonius Monk e Dizzie Gillespie na criação do bebop. Bud nasceu em 1924, em Nova York e começou a tocar com 5 anos de idade, aos 7 anos já acompanhava músicos de jazz em concertos e ensaios para ser admirado por outros músicos. Tornou-se profissional aos 15 anos e em 1941, Bud já possuia um nome estabelecido na cena jazzística, quando é convidado pelo ex-trompetista da orquestra de Duke Ellington, Cootie Williams, para excursionar com sua banda. Em seguida agravam-se seus problemas com alcoolismo e anos depois é preso com Thelonius Monk por porte de drogas. Morou na França de 1959 a 1964 e compôs músicas dedicadas ao povo francês, que tanto apreciava a sua música. De volta a Nova York levando uma vida atribulada e com problemas de saúde, Bud vem a falecer em 1966. Ele gravou com Charlie Parker, Dizzie Gillespie, Miles Davis, Sonny Rollins, Dexter Gordon entre outros. Bud Powell escreveu sua história com composições que continuam sendo tocadas até hoje. Os momentos mais luminosos de sua carreira estão gravados pela Blue Note em 3 sessões, realizadas em 9 de outubro de 1949, as pérolas "Dancing of the Infidels" e "Bouncing with Bud", com Fats Navarro (trompete) e Sonny Rollins (saxofone), "Un Poco Loco" com Curley Rusell (baixo) e Max Roach (bateria) em 1° de maio de 1951 e em 14 de agosto de 1953 grava "Glass Ecloure". Disponibilizei uma coletânea com um apanhado dessas gravações que mostram como o piano de Bud é inspirador. Abaixo o Link:















